Há expressões que raramente se usam. Não sei muito bem se por medo.Como vou viver com isso? Encarar e ultrapassar? Ou, apenas, por pudor. O que é que os outros vão pensar? Que perguntas vão fazer? Que respostas não vamos poder (ser capazes) de dar.

Vamos, então, recorrendo aos amigos, aos afectos, à família, ao partido, a um livro, a um disco, à memória. …esperando que eles não notem. Que nos ajudem a nós a não notar. Mas há expressões que se nos colam ao corpo e à alma. Continuamos sem as conseguir dizer. Mas elas teimam em se insinuar…não é fácil descolá-las da pele e da alma.
Por mais longo que seja o post ainda não é hoje que sai…fica colado. Mas preso.
O que vale nestas coisas que se colam à alma e á pele, é que a cola nem sempre tem qualidade. Às vezes, é uma questão de tempo.